terça-feira, abril 08, 2008

A Volta do Bigato Lírico...


O SENTIDO DO AMOR

Você veio num som de musica
Viajando pelos ares
Entorpecendo os ouvidos:
A perfeita sinfonia do amor.
Você veio numa bela paisagem
Um jardim florido, cheio de cor
A vida se manifestando:
A imagem do paraíso.
Você veio num cheiro de chuva
Que lava a alma e a reconforta
Retira os males e pecados:
O aroma da candura.
Você veio num gosto suave
Lábios embotados de mel
O ardente sabor da libido:
O deleite da carne.
Você veio para me tirar a razão
Me deixou imbecil, sem medo
Me fez correr riscos:
Rir, chorar
Amar, confiar
Viver, arriscar...
Mas me tornou sábio
Pois o sábio procura o que está nele
O tolo, o que está fora dele.
Aprendi que não há esperança
Num mundo de injustiça,
Hipocrisia, insegurança,
Traição, orgulho e intolerância.
Não, não é isto que eu quero!
Por isso tenho os pés no chão
Não temo tudo possa desabar
Que tudo foi em vão
Pois a nossa estrada vai
Muito além do que enxergamos.
Não é descrença, não sou ímpio
Mas não acredito em milagres
Creio que pessoas como você
São como um milagre.
Anjos que nos trazem a paz
Inebriando o coração.
A parte que nos faltava
No nosso tumultuado dia a dia.

sexta-feira, abril 04, 2008

FOI MALUF QUE FEZ!


Estou lançando a campanha Maluf “prá” Presidente 2010. Se você não quiser votar em mim, o que é bem provável, eu terei que, infelizmente, apoiar à candidatura deste cidadão louvável. Maluf foi duas vezes Prefeito de São Paulo, Secretário de Transportes e Governador do Estado de São Paulo. Atualmente é Deputado Federal (detalhe: eleito com a maior votação do país nas eleições de 2006). Como Prefeito de São Paulo, de 1969 a 1971, por ser engenheiro, priorizou a seguranca, a saúde e as obras, construindo nesta época o “Minhocão”. Como Secretário de Transportes, de 1971 a 1975, inaugurou a Linha Norte-Sul do metro de São Paulo e construiu as Rodovias Imigrantes e Bandeirantes. Já como Governador, investiu pesado em saneamento básico e ampliou as linhas de metrô, construiu a Rodovia dos Trabalhadores, o Terminal Rodoviario Tietê, o Aeroporto Internacional de Guarulhos e as Usinas Hidrelétricas de Nova Anhanguera, Porto Primavera e de Rosana. Em seus mandatos, construiu mais de 3.000 escolas, 211.000 unidades de Conjuntos Habitacionais (Cohab) entregues na Grande São Paulo, mais de 500 hospitais em todo o Estado, dentre outras obras. Não vem ao caso as denúncias de lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, corrupção e crime contra o sistema financeiro (evasão fiscal). Muito menos os US$ 446 milhões em contas vultuosas no paraíso fiscal das ilhas Jersey e os mais de 150 processos que ele enfrentou. A verdade é que todos os politicos roubam. Uns mais, outros menos. Mas todos são da mesma laia. Portanto, pelo menos vote em um politico que possa melhorar o país. Que traga desenvolvimento, infra-estrutura, qualidade de vida. Uma pessoa de visão. Daí, se alguém, daqui a uns anos perguntar, encha o peito e diga: “Foi Maluf que fez!”. Não tenha vergonha, pois ele mesmo não tem. Na verdade, eu gostaria de ouvir o Maluf dizer: “Votem no Bigato, se ele não for um bom presidente, nunca mais votem em mim!”. Há-há-há! Eu iria colocar grades no Palácio do Planalto, no Congresso Nacional, no Supremo Tribunal Federal. Enfim, em toda Esplanada dos Ministérios. Todos os políticos ficariam presos, prestando serviços a comunidade para pagar pelo que fazem. Pena mínima de 4 anos. Com direito a segundo mandato para quem se comportar mal. Justo, não? E se alguem perguntar, diga: “Foi Bigato que fez!”.

ESCOLA DA VIDA


Nunca gostei de escola. Não porque eu era burro, nem porque não tinha amizades. Não era o mais inteligente, mas estava entre os mais brilhantes. Não era o mais popular, mas era um ótimo amigo. Sabia preservar uma amizade. Sem picuinhas, preconceitos ou “ti-ti-ti”. Meus amigos sempre foram os mais fracos, os negros, os japoneses, os gordos, e por aí vai. Mas apesar dos amigos, eu não gostava da escola. Gostava somente das aulas de educação artística. Não pelos professores, mas pelo o que eu desenvolvia nas aulas. De literatura, sempre gostei, mas as aulas... Aff! Sempre os mesmos versos todos os anos. Redondilha menor, versos alexandrinos, elegia, realismo, neoclassicismo, parnasianismo... Camões, Pessoa, Rosa e Andrade sem nenhum sentimento. É uma pena, totalmente desestimulante! Na tal da matemática eu sempre fui bem, mas odiava decorar a tabuada. Que idiotice! Eu sempre fui revoltado com o sistema de ensino. Não queria aprender aquilo que me jogavam "guela" abaixo. Demorei, mas aprendi que a maior escola que temos é a nossa própria vida. Nossos tropeços, desilusões amorosas, demissões, perdas, fracassos. Os nossos sofrimentos nos fazem pessoas melhores. Será? Só sei que se não tivesse passado por tudo que passei na vida, eu poderia ser uma mente muito mais brilhante, um típico “nerd” se quisesse, mas com certeza não seria tão iluminado quanto sou agora. Pois não se ensina na escola a sermos pessoas de caráter, mais humanas, honestas, gentis, caridosas. E não deveria mesmo. O problema é que não se aprende mais essas coisas dentro de casa. Então, para que serve a escola, se não temos a devida “educação”? Para mim, servirá de enfeite na parede. Pois com meu diploma, serei um engenheiro de respeito. Independente do que a vida tenha me ensinado. O meu status falará por mim mesmo. Eba!

terça-feira, abril 01, 2008

SEQUÊNCIA NATURAL (Antes Assim)


Um belo dia nasci ...
e olha que lá se vão
alguns bons pares de anos,
mas não foram em vão.
Melhor assim.

Anos bem vividos,
tanto na fartura,
como na fase menos positiva,
só procurando altura.
Melhor assim.

A felicidade inerente,
sempre foi de uma independência rebelde,
singular e provocativa,
a qual nunca cede.
Melhor assim.

Prática de diversos esportes
hobby por primeiro,
competir/ganhar,com ética e se viável,
sair inteiro.
Melhor assim.

Atualmente fiz amizade
com Senhor Parkinson,
trazendo imposição de limites.

Descobri a união familiar/social
que paira em torno
de um tema complexo,
sem preocupação de contorno.
Melhor assim.

Saltei de pura emoção
passando para área equilibrada
existente entre racional e emocional,
adrenalina centrada.
Melhor assim.

Passo os olhos e noto
em outros, mil sofrimentos
que me fornecem subsídios,
parâmetro de conhecimentos.
Melhor assim.

É possível entender que a
seqüência é somente natural,
acontece com ser vivente,
na aldeia global.
Melhor assim.

Carrego o pressentimento
presente e sinto a descoberta
da cura se avizinhar.
Visualizo a volta triunfante
ao participar de uma pelada,
e marcar vários tentos.
Antes assim.

Poesia de Gde POF
31 de Março de 2008

domingo, março 02, 2008

MACUINAÍMA


O herói brasileiro sem caráter existe de verdade. E aos montes. No Acre, Roraima, Amazônia, Pará, etc. No passado, antes da chegada dos europeus, os autóctones do Brasil estavam entre 5 e 6 milhões de habitantes, distribuídos em mais de mil povos. Depois de massacrados, submetidos à escravidão e às epidemias, ditas “doenças de branco”, a população diminuíra para pouco mais de 100.000 indivíduos em 1950. Hoje em dia, são 227 povos, e sua população está em torno de 300 mil índios. Estima-se que cerca de 12 tribos desapareceram por mês, só no decorrer do século XX, o que, sem dúvida, se trata de genocídio. Alertado por organizações não governamentais e pela comunidade internacional, o governo brasileiro tratou afinal de oferecer melhores condições às suas populações indígenas. Foram criadas reservas, a FUNAI, orgão que estabelece e executa a política indigenista no Brasil, o estatuto do índio, de 1973, e as leis da Constituição de 1988, que asseguram seus direitos, muitas vezes maiores que os nossos. Tudo certo até aí, apesar do massacre do passado. Mas não é bem o que acontece. A realidade dos dias de hoje é inconcebível. Os índios se venderam para estrangeiros, que adentram nas matas da Amazônia Legal. Em várias reservas indígenas, só entram pessoas autorizadas. Americanos, ingleses, franceses. Em muitas reservas, nem a FUNAI tem autorização para entrar. Várias aldeias falam, alem de sua própria língua, inglês e francês, mas não falam português. A comunicação com os orgãos brasileiros é nula. Mas seus direitos estão assegurados, óbvio. Os índios vendem a floresta de suas reservas para os madeireiros, que degradam o meio ambiente. 20% da floresta amazônica já desapareceu. O narcotráfico tem rotas no meio da selva. Não existe fiscalização entre as fronteiras. A Colômbia mantém rotas com a Venezuela e as Guianas passando pelo Brasil. Os índios contribuem com o transporte da droga e do armamento pesado. Muitos estrangeiros procuram na Amazônia ouro, diamante e outras pedras preciosas, além minérios e petróleo. Os índios os ajudam a procurar e deixam os mesmos entrarem em suas reservas para explorarem. Os índios vendem a fauna e flora por preço de banana para os gringos. Na flora, descobertas para uso farmacêutico, cosmético, químico e alimentar são catalogadas pelos estrangeiros e os produtos derivados da flora brasileira são patenteados. No exterior, of course! O contrabando de animais é o maior vilão da nossa fauna. Varias espécies são ameaçadas de extinção por causa do contrabando. E o IBAMA nada faz, ou faz muito pouco. A pecuária e o plantio de soja tomam conta das áreas que antes eram floresta nativa. Madeireiras derrubam as árvores, queimam o que resta e logo após os grileiros tomam posse das terras no Mato Grosso, Pará e Rondônia. Realmente, como dizia Mário de Andrade, “o brasileiro não tem caráter porque não possui nem civilização própria nem consciência tradicional”. O povo brasileiro ainda não percebeu que os índios são capitalistas como nós. E vivem no mesmo mundo globalizado. Onde o dinheiro é mais importante que a cultura, os costumes, a família e a nossa terra. A Amazônia está à venda. Levará quem pagar mais. Por enquanto, quem está levando é o mundo globalizado. E assistimos a tudo de boca fechada.

sexta-feira, fevereiro 29, 2008

A "INTERNÊ"


Se você repassar este conto por e-mail a vinte pessoas, seu telefone vai tocar no mesmo instante, ou então, quem te ama vai se declarar nas próximas 24 horas. Duvida? Ok, então uma sobrinha da prima da minha tia avó teve um filho que nasceu com leucemia linfóide aguda (ou linfoblástica) e precisa de um transplante de medula óssea. Repasse este conto para quantas pessoas você conhecer, pois a AOL vai pagar um centavo por e-mail enviado e a garotinha conseguirá sobreviver. Não acredita? Seu mala! Mas tem coisas boas na internet. Por exemplo, debates sobre a eutanásia. Veja a história: “Ontem, minha esposa e eu estávamos sentados na sala, falando das muitas coisas da vida. Estávamos falando de viver ou morrer. Eu lhe disse: - Nunca me deixe viver em estado vegetativo, dependendo de uma máquina e de líquidos. Se você me vir nesse estado, desliga tudo o que me mantém vivo, ok? Você acredita que a filha da puta se levantou, desligou a televisão e jogou minha cerveja fora?”. Se você não acreditou nas anteriores, nessa dá pra acreditar! Hehehe! A verdade é que a internet é uma ferramenta essencial nos dias de hoje. Mas existem discussões sobre a sua utilização. E sobre os dados que você encontra na rede. Sites como a wikipedia, nos informam sobre qualquer coisa que quisermos. Informações nem sempre confiáveis. Mas é o meio mais fácil de se pesquisar. Ninguém gosta de entrar em uma biblioteca e pegar alergia, não é mesmo? No Google, você encontra desde como se prepara uma simples omelete até teses de doutorado com pesquisas sobre a cura do câncer, ou sobre a teoria da relatividade. Temos tudo em nossas mãos. Ou quase tudo. Simples, rápido. Somente um clique e... Bom, basta a nós sabermos o que queremos. Divertimento é muito bom, mas em termos de pesquisa, existe um grande furo nesta tecnologia. A internet é um grande meio de comunicação, mas não deve ser a base de dados de nossas vidas. Nem de longe! Bibliotecas ainda são as melhores fontes de pesquisa. Viva as imensas enciclopédias de 20 volumes! E o monte de besteiras que você encontra na internet! Tenho saudades dos telefonemas de antigamente. Ninguém mais liga pra ninguém, a não ser alguém muito próximo. Muito! No máximo, manda-se uma mensagem ou e-mail. Tenho saudades da farra na pracinha perto de casa, jogar futebol no asfalto, andar de bicicleta, patins. Ver anoitecer sem ao menos perceber. Ir à chácara jogar futebol, tomar banho de chuva, comer frutas em seu próprio pé. Será que a internet tomou todo nosso tempo de divertimento? Nunca mais mandei uma carta amorosa pelo correio, apesar de ainda escrever poesias. Mas não as mando por e-mail à minha amada. Isso nunca! Será que virei um nerd bobalhão, que só fica em frente ao computador? Todos nós somos. Faz mais de 3 horas que estou aqui sentado. MSN, orkut, e-mail, sites de notícias e de pesquisa. E você? Que vida medíocre!

quinta-feira, fevereiro 28, 2008

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL


Todo dia ouve-se falar da Amazônia, o maior e mais errôneo pulmão do mundo. Todos estão de olho nas queimadas e no avanço das madeireiras, que cortam ilegalmente árvores de reservas da Amazônia Legal, um patrimônio da humanidade. Afinal, os EUA almejam o potencial econômico da região. Crescimento acima de tudo, sem escrúpulos! Ainda mais para a maior potencia mundial, que está em queda vertiginosa. Mas as queimadas, a emissão de gases poluentes e a seca tornam o ar “irrespirável”, afetando a saúde e a qualidade de vida da população. E ninguém se importa. O Pantanal está secando e, mesmo assim, perde-se 50% de água em sua distribuição para abastecer as cidades brasileiras. Mas e daí? Bancos fazem propaganda sobre sustentabilidade e financiam carros movidos a óleo diesel. Como se utilizar papel reciclado e plantar algumas árvores resolvesse o problema ambiental do planeta. E assim, assistimos emocionados ao intervalo da novela das oito, recheado de mensagens sobre um futuro imaginário. Em breve, parte do litoral estará embaixo d’água, nas profundezas do oceano. Furacões, tempestades e muito calor nos aguardam. Mudanças climáticas brutas afetaram o planeta. E estamos cegos, inertes ao que o futuro nos reserva. Isso tudo porque o que mais preocupa a todos é a própria raça humana. Não nos preocupamos com o planeta. Somos arrogantes. O xenofobismo está em todas as esquinas. Vemos países em guerra civil por poder e dinheiro. Terrorismo, genocídio, ideologias furadas e muita intransigência. O certo é que não sabemos mais ouvir a opinião dos outros, seja ela critica ou não. Perdemos o afeto, o amor ao próximo. O amor a Terra. Perdemos nossos conceitos. Matamos a nosso véu prazer. E ainda dizem que os Kamikazes eram loucos, e que Hitler foi o diabo encarnado em ser humano. O que o mundo, hoje globalizado, é então? Venderam o planeta ao Diabo, se é que ele existe. E Ele criou um inferno na Terra. Criou a miséria, o Bush, a bomba atômica, a Al-Qaeda e as drogas sintéticas. Esqueceram-se que não existe atalho para felicidade e para o mínimo de subsistência? Seres humanos, os animais mais inteligentes do planeta. Há-há-há!

quarta-feira, fevereiro 27, 2008

A ETERNIDADE


Muitos vivem em busca da eternidade. Inventaram a mumificação, para preservar o corpo; os cânticos, para manter viva a memória aos grandes guerreiros; o Santo Graal, que representa o “cálice da vida eterna”, dentre muitos outros mitos referentes à eternidade. Mas, porque a buscamos? A vida é um ciclo de ascensão e queda. Um ciclo de nascimento, crescimento, envelhecimento e morte. Não necessariamente nesta ordem. Será que buscamos a eternidade por arrogância? Talvez. Por ostentação, vaidade? Realmente alguns se acham bons o suficiente para viver eternamente. Vários nomes transcendem séculos e séculos de história. Reis, vilões, artistas, cientistas, filósofos. Muitos nomes serão lembrados pela eternidade. Mas estes não buscaram-na, com certeza! Eram superiores, independentemente de como. Tinham poder, coragem, inteligência, engenhosidade, cada qual com suas qualidades. Mas não é desta “eternização” que discuto. O interessante é a busca dos simples mortais. Pessoas iguais a eu e você. E a busca dos religiosos. Alguns desejam viver eternamente pois tem uma vida maravilhosa, prazerosa. Porém, só deseja isto quem não vive plenamente. Para que a vida eterna, se estão satisfeitos? Sessenta, setenta, oitenta anos não é o bastante? A busca é o reflexo da vida medíocre que levam. Só deseja a eternidade quem está morto a tempos. Para que serve a eternidade? Os religiosos buscam a vida eterna para sentarem-se junto ao Pai e desfrutar de sua onipotência e onisciência. Eu busco a vida plena. Busco viver todos os dias como se fossem os últimos. Sem demagogia. Busco bons princípios, bons relacionamentos e bons sentimentos. Já fui depressivo, incrédulo, desventurado. Mas a vida é um aprendizado. Hoje estou intrépido, sereno e felicíssimo. Inebriado de vida. Como dizia o poeta, que seja eterno enquanto dure! Não tenho medo da morte. Sou um ser iluminado. Não sou do tamanho da minha altura, sou do tamanho daquilo que sou!

segunda-feira, fevereiro 11, 2008

PSEUDOINTELECTUAIS


Se sentem os maiorais, apesar de serem a minoria. Lêem Nietzsche e Guimarães Rosa, mesmo que não os entendam. Ouvem Villa Lobos e o dodecafônico Schönberg, mas invejam o gingado e a malandragem dos sambistas da Lapa. Gostam de obras de arte e filmes de vanguarda. Telas de Monet, Picasso e Dali; esculturas de Michelangelo a Aleijadinho e filmes de Godard e Bergman. São cults. Os novos pseudointelectuais usam óculos de armação grossa, não penteiam o cabelo e usam sandália. Não são humildes, mas as usam. São rotulados, mas gostam de rotular tudo e todos. Gostam de discutir sobre política e filosofia, mas não tem religião. Afinal, ter religião é vender a alma ao diabo. Diabos como Edir Macedo. Mesmo assim, estranhamente acreditavam no ideal socialista do PT, apesar do catolicismo presente na Teologia da Libertação. Sociedade Igualitária? Hoje acreditam no potencial de Cristovam Buarque e Heloísa Helena para mudar o Brasil e elevá-lo ao status de potência mundial e exemplo de cidadania. Educação, saúde, segurança... Doce ilusão! O que temos são bolsas: Bolsa Escola, Bolsa INSS e Bolsa Bala Perdida. Abram os olhos, bando de pseudointelectuais! Esta é a nova elite intelectual do país: os pseudointelectuais. Acham que sabem tudo, que são os donos da verdade. Encontram resposta para todas as perguntas. Sem falar na retórica de orador de butiquim. Mas a verdade é que não é certo quem fala correto e não vive o que diz. Sempre foi assim e sempre será. Prefiro ser eu mesmo a fingir ser alguém que não sou. Afinal, não tenho desvio de personalidade. Que coisa mais homossexual! Será que sou gênio? Só sei que meu gênio não anda muito bom ultimamente. Será que sou intelectual? Ah, ser intelectual é um porre, meu! Vai te catar!

quarta-feira, janeiro 30, 2008

SERES HUMANOS



Dizem que somos seres racionais. Super inteligentes, os mais evoluídos de todas as espécies existentes. Dominamos o planeta, sua fauna e flora. E o destruímos sem escrúpulos. Mas, somos inteligentes, portanto... Somos dominantes! Por vontade divina ou seleção natural, o mundo gira em torno dos humanos. Todavia, apesar dessa inteligência, racionalidade e superioridade toda, somos os seres mais afetivos e maternos do mundo. Criamos laços que não se quebram jamais. Inventamos o amor, o romantismo e a dor, o sofrimento. O fato é que construímos família e nos apegamos a ela. Nossa família é o retrato de nossas vidas. Mas nem sempre a vida é assim. Alguns animais matam seus filhotes mais fracos ou defeituosos. Cachorros, ursos, lobos, baleias, dentre outros, se comportam desta maneira. Não deixam os filhotes rejeitados amamentar e se aquecer. Alguns chegam a comê-los por puro instinto de sobrevivência. Somente os mais fortes são aptos a enfrentar as adversidades e perigos, e tem a chance de viver e proliferar suas espécies. Já em nosso meio o comportamento é diferente. Dedicamos maior cuidado e afeto para com os deficientes. Seja a deficiência mental ou física. Muitas pessoas vivem em função de parentes ou desconhecidos, numa atitude louvável de beneficência. Dão amor, carinho, fazem trabalho voluntário. Este é o espírito de maternidade. Não estou dizendo que os deficientes devem ser mortos e que não deve se existir compaixão. Somente estou fazendo algumas comparações e observações. Lógico que tudo tem limite. Existem pessoas, por exemplo, que desejam “criar” filhos que nascem anencéfalos. Nutrem esperanças absurdas. E não abandonam a fé de que um dia receberão de volta todo o amor despendido. Nenhum outro animal se dá ao luxo de se comportar desta maneira. Estes são os seres humanos. Os seres mais afetivos, sensíveis e maternos do mundo.