sexta-feira, maio 02, 2008

Séc. XXI: Um novo século ou a continuidade deste?

encontrei esse texto um dia desses... fiz na escola, numa aula d redação, e minha mãe tinha guardado...

Todo o mundo está voltado para o novo século que está chegando. Esperanças tomam a mente de várias pessoas, como a cura de várias doenças, a descoberta de utensílios que nem tentamos imaginar. Mas por outro lado, a mudança de século não passa de uma mudança de data, o tempo continua a passar normalmente, e tudo continua o mesmo. É apenas uma mudança inventada pelo homem, que não influencia em nada. A natureza, por exemplo, não nota esta mudança.
O homem datou o tempo para se ter idéia de quando aconteceram os fatos no passado, para se ter uma idéia cronológica. Cada povo adota um marco em sua história como o início dos tempos. Mas este novo século entrou na cabeça das pessoas como se fosse a resolução de todos os problemas, motivo para se pensar no que virá, e até mesmo, de se preocupar consigo próprio. É mais uma vez a política dos romanos, deste mesmo passado. A política do pão e circo. Você se esquece dos seus problemas diários e de seu estresse e comemora com todos o começo de uma “nova era”.
O único fator positivo desta relevante invenção humana é a esperança de que novos dias virão, sem guerras, ganância, poluição, corrupção. Um tempo que todos esperam ansiosos, mas que ainda não faz parte da nossa história cronológica. Nem do presente, nem do passado. No futuro, quem sabe. Só nos resta saber se estaremos vivos ainda para sentir tamanha emoção de ver pessoas vivendo igualmente, não importando raça, nacionalidade, sexo, profissão...
Infelizmente somos arrogantes e pensamos apenas no que nos será útil. Cura da AIDS, do câncer, de doenças cardiovasculares, diabetes... A maioria dos escrupulosos que habitam este planeta não estão preocupados para achar uma saída para a destruição da camada de ozônio, a destruição de imensas florestas, a utilização do trabalho escravo e da exploração do menor, a intensa poluição nos grandes centros urbanos, o lixo tóxico, as guerras, a fome, a miséria, os preconceitos, a falta de hospitais, de educação, de direitos, fatos que atingem não só o terceiro mundo.
Estas, dentre outras, deveriam ser as grandes mudanças, para se ter um mundo melhor, se ter paz interior e não se pensar em coisas fúteis, como um simples e insignificante festejo de mudança de século. Comemoração? Não temos o que comemorar, temos na verdade que se mobilizar para fazer algo de importante no mundo. Você já fez algo de bom para um desconhecido? Comece hoje a fazer. A respeitar as pessoas, os idosos. O futuro depende dessa juventude que está crescendo, e a sua má formação comprometerá o sistema. Seja você mesmo, mas seja mais consciente.
Devemos pensar em coisas importantes como a reconstituição da destruição que causamos ao planeta. Temos que Ter bom censo para pensar no que irá ser realmente importante para a humanidade, pois nem tudo está perdido, e ainda existem caminhos. Existe uma grande inversão de valores, e isso é muito preocupante para o futuro de nossa sociedade.

Roberto Mac-Intyer Simões, aos seus 16 anos de idade
10/4/1999

O MUNDO DOS SONHOS

mais uma redação de escola... rs


Sonhar nos coloca em outro plano, tanto espiritual quanto material, no qual a realidade é o avesso, onde o mundo é parecido com o que desejamos. Cada um com um mundo diferente, mas com um ideal certo: a felicidade. Ás vezes, a felicidade é hipocrisia, mas sonhar não é. Coisas boas não são mentirosas, obscuras ou não para alguns, sempre são conquistadas por todos nós, simples mortais. Até mesmo pela pessoa mais má que existe, a mais infeliz e desgosta com a vida. O sonho é a sua vontade se tornando real em um plano imaginário. É uma encenação virtual da vida, de momentos que seriam relevantes se acontecessem de verdade. Uma vida diferente.
Sonhar é uma maneira fácil de se encontrar, é uma forma de meditar, é a hora de expor os anseios, ansiedades, hora do ego refletir a vida como cada um gostaria que fosse, hora de buscar algo. Quem não gosta de satisfazer suas vontades? Como nem tudo é possível de se conseguir, as vontades muitas vezes não são supridas da nossa mente. Sonhar pode satisfazer muitas vontades impossíveis, mas muitas vezes, um ideal não sai da cabeça enquanto não concretizado.
Ninguém pode também viver só de sonhos e se esquecer da realidade! O mundo real e o mundo imaginário dos sonhos tem que se completarem, tem que andarem sempre juntos, pois senão ou você fica por fora da realidade que te cerca, ou então você se estressa rapidamente com a vida cruel que levamos. Sonhar é como comer, beber, tomar banho... É essencial para todos. Viver é um sonho real.
A maioria dos brasileiros já sofrem normalmente por causa de crises, desemprego, violência, estupros, hipocrisia, ladrões, fome... Imagine se ninguém sonhasse com um Brasil melhor, mais igualitário? Todos vivendo em paz, vivendo o hoje, sem tem com que se preocupar com o q eu comer no dia de amanhã? Sem ter de se preocupar com assaltos, sequestros? Será este mais um sonho que vaga na cabeça de milhares de pessoas? O mundo é assim, e será difícil mudá-lo. Uma mudança econômica, política e social deveria ser implantada para modificar a nossa vida. Mas quais seriam os modelos “ideais” para se viver? Existe este modelo político-sócio-econômico “ideal”? Acho que não irá passar de um sonho mesmo...
Os “hippies” já tentaram um caminho diferente, mas viram que não deu certo: “Make love, no war”. Um sonho apenas. Não se pode se esquecer da realidade e viver só de sonhos. O festival de música “Woodstock” foi a prova concreta de que se deve mudar algo, mas não radicalmente. Nada é como nós queremos, e a vida nem sempre é tão fácil quanto se parece ser. As drogas não levam seu sonho para frente e as coisas não são mais conquistadas, pois perdeu-se a consciência, a noção de tempo, da vida! Ainda bem que as drogas não acabaram com os sonhos da maioria das pessoas, por um mundo melhor. Ainda bem que os sonhos não se acabaram. Não se acabe e... Sonhe!

Roberto Mac-Intyer Simões, aos seus 15 anos de idade
25/02/1999

quarta-feira, abril 16, 2008

O MUNDO


Tenho entrado em vários tópicos de comunidades do orkut quando tenho tempo livre. Sei que isto não é “muito”, mas gosto de conferir novidades sobre bandas, escritores, lugares da qual eu gosto, e até mesmo, dar risada de algumas coisas que encontro. Nestas idas e vindas na internê, percebi algo: cada vez mais estamos nos enfiando num nível paupérrimo de educação, cultura, e fanatismo. Sobre educação e cultura, creio que nem preciso escrever nada. A educação no Brasil é um lixo, principalmente a educação publica, seja municipal, estadual ou federal. Principalmente porque não acho que escolas particulares são boas. Na grande maioria, elas simplesmente treinam macacos para o vestibular. Infelizmente a culpa é nossa, pois quem paga é quem estuda, certo? E a escola estadual, como seria? Quem paga mesmo? Bom, deixa prá lá, não quero me chatear. Pois bem, quem não tem educação adequada, seja de criação ou na escola, não tem o mínimo de respeito com o próximo, correto? Já a cultura é algo mais complexo. É um termo que abrange vários contextos, sendo relativista por demais. Existem padrões distintos, o que dificulta comparações. Mas reclamo aqui da falta de erudição, de bons costumes, de produção artística, de informação e de leis. O Brasil e o mundo sofrem com essa escassez de cultura. E quem são os culpados? Creio que os maiores são o governo e a mídia. Os dois parecem gozar da nossa cara. Não posso me livrar do governo, mas minha TV (quer dizer, da república), para mim, é objeto de decoração. A mídia faz uma lavagem cerebral na população sem precedentes. Nossos costumes são mudados aos poucos e ninguém percebe. O que era errado já não é mais, o que era incompreensível já é comum. Fácil assim? Para uma pessoa sem educação e cultura, é fácil sim. E não são poucas nesse país afora. Por isso, provoco as pessoas, faço elas refletirem. Gosto de fazer as pessoas pensarem. Se isto acontecesse mais, ninguém jogaria uma criança, provavelmente birrenta e chata, do 6º andar de um edifício. Ninguém venderia ou compraria drogas, pois o tráfico corrói a nação. Uma filha de 17 anos não mataria a mãe por ela não emprestar o carro para ir ao show do Calypso. Não votaríamos tão mal quanto votamos. Então fica a pergunta sem resposta: em quem votar então? Ah, desencana! Enfim, se pensássemos mais, iríamos descobrir que a verdade não está sempre dentro de nós. Não sabemos tudo de tudo. Longe disso! O primeiro passo portanto, seria sermos mais humildes. O terceiro problema é o fanatismo, por causas religiosas, ideológicas, étnicas e políticas. O mundo sofre com os ataques terroristas, com a ignorância exacerbada, independentemente da causa. No fundamentalismo, as crenças são irracionais e exageradas e as verdades são absolutas, não abrindo premissas ao diálogo. Portanto, não preciso dizer o que isto atrasa nossas vidas. Realmente, muita coisa poderia ser evitada neste mundo. Todos sabem que educação e cultura são as chaves para um mundo melhor. Mas nada é feito, e o fanatismo toma conta. Esta é a dura realidade do mundo. Um mundo de ignorantes e charlatões. E muita intolerância no ar.

O QUE É ARTE P/ VC?



"Artista" que matou cão de fome quer repetir o ato. Como muitos devem saber e até ter protestado, em 2007, Guillermo Vargas Habacuc, um suposto artista, colheu um cão abandonado de rua, atou-o a uma corda curtissima na parede de uma galeria de arte e ali o deixou, a morrer lentamente de fome e sede. Durante varios dias, tanto o autor de semelhante crueldade, como os visitantes da galería de arte presenciaram impassiveis à agonia do pobre animal. Até que finalmente morreu de inanição, seguramente depois de ter passado por um doloroso, absurdo e incompreensivel calvario. Parece-te forte? Pois isso nao é tudo: a prestigiosa Bienal Centroamericana de Arte decidiu, incompreensivelmente, que a selvageria que acabava de ser cometida por tal sujeito era arte, e deste modo tão incompreensivel Guillermo Vargas Habacuc foi convidado a repetir a sua cruel ação na dita Bienal em 2008 em Honduras. Fato que podemos tentar impedir, colaborando com a assinatura nesta petição http://www.petitiononline.com/13031953/petition.html.

terça-feira, abril 08, 2008

O TEMPO


Vivemos planejando nossas vidas. Sonhando. Criando metas, expectativas. Gastamos tanto tempo pensando no que faremos ou no que seremos que não sobra muito tempo para nossa vida real. Ou seria o contrário? Já percebeu que ficamos impacientes quando o semáforo demora para abrir? Xingamos, arranjamos briga à toa. Mas não percebemos que, antes da invenção do automóvel, ou do avião, os meios de locomoção eram demasiadamente devagar. Imagine uma pessoa indo de charrete de Paris a Roma. Ou então, imagine uma viagem de caravela da Europa para as Índias. Impraticável, eu diria! Já percebeu que na correria do dia-a-dia, engolimos a comida sem degustá-la, pois não temos tempo suficiente para uma refeição descente? Porém, nos primórdios, praticamente vivia-se para caçar e coletar alimentos. O dia era gasto para a própria sobrevivência. Nos tempos modernos a sobrevivência com certeza é outra. Já percebeu que nos queixamos quando a internet está lenta e não conseguimos fazer um download, ou mandar um e-mail? Quando tempo esperava-se antigamente para chegar uma correspondência? Alguém ainda se lembra dos ágeis telegramas? Mesmo assim, as vezes dá vontade de esmurrar o computador. A verdade é que a culpa por essa nossa impaciência é da modernização. A vida se tornou caótica, estressante. E nos tornamos intolerantes. Rudes por si só. Não temos mais compaixão. Afinal, a cada esquina existe um menino vendendo bala, a cada calçada existe um mendigo esmolando. É sempre tudo igual. E não temos tempo para pensar na vida cotidiana. Não temos tempo nem para os amigos, quem diria para fazer caridade. O que não percebemos é que temos todo o tempo do mundo. Só não sabemos como administrá-lo. Duvida? Então tá! Faça as contas: passamos míseros 20 anos da nossa vida dormindo. Sério, é verdade! E tem mais... Passamos 4 anos de nossas vidas comendo, 5 anos assistindo TV, 8 meses tomando banho, 4 meses escovando os dentes e fazendo necessidades, 5 anos em frente ao computador, 2 anos e meio ouvindo musica e 2 meses pendurado no telefone (no caso de mulheres, 1 ano e 4 meses! Hehehe). É pouco? Não acho! Quer uma dica: gaste mais tempo na arte de cozinhar. Passe mais tempo com sua família. Namore, vá ao cinema. Tome chuva de vez em quando. Vá ao parque. Promova a beneficência. Tenha filhos. Tenha mais contato com a natureza. E durma menos, seu vagabundo! 20 anos dormindo? Sua “Bela Adormecida”!

A Volta do Bigato Lírico...


O SENTIDO DO AMOR

Você veio num som de musica
Viajando pelos ares
Entorpecendo os ouvidos:
A perfeita sinfonia do amor.
Você veio numa bela paisagem
Um jardim florido, cheio de cor
A vida se manifestando:
A imagem do paraíso.
Você veio num cheiro de chuva
Que lava a alma e a reconforta
Retira os males e pecados:
O aroma da candura.
Você veio num gosto suave
Lábios embotados de mel
O ardente sabor da libido:
O deleite da carne.
Você veio para me tirar a razão
Me deixou imbecil, sem medo
Me fez correr riscos:
Rir, chorar
Amar, confiar
Viver, arriscar...
Mas me tornou sábio
Pois o sábio procura o que está nele
O tolo, o que está fora dele.
Aprendi que não há esperança
Num mundo de injustiça,
Hipocrisia, insegurança,
Traição, orgulho e intolerância.
Não, não é isto que eu quero!
Por isso tenho os pés no chão
Não temo tudo possa desabar
Que tudo foi em vão
Pois a nossa estrada vai
Muito além do que enxergamos.
Não é descrença, não sou ímpio
Mas não acredito em milagres
Creio que pessoas como você
São como um milagre.
Anjos que nos trazem a paz
Inebriando o coração.
A parte que nos faltava
No nosso tumultuado dia a dia.

sexta-feira, abril 04, 2008

FOI MALUF QUE FEZ!


Estou lançando a campanha Maluf “prá” Presidente 2010. Se você não quiser votar em mim, o que é bem provável, eu terei que, infelizmente, apoiar à candidatura deste cidadão louvável. Maluf foi duas vezes Prefeito de São Paulo, Secretário de Transportes e Governador do Estado de São Paulo. Atualmente é Deputado Federal (detalhe: eleito com a maior votação do país nas eleições de 2006). Como Prefeito de São Paulo, de 1969 a 1971, por ser engenheiro, priorizou a seguranca, a saúde e as obras, construindo nesta época o “Minhocão”. Como Secretário de Transportes, de 1971 a 1975, inaugurou a Linha Norte-Sul do metro de São Paulo e construiu as Rodovias Imigrantes e Bandeirantes. Já como Governador, investiu pesado em saneamento básico e ampliou as linhas de metrô, construiu a Rodovia dos Trabalhadores, o Terminal Rodoviario Tietê, o Aeroporto Internacional de Guarulhos e as Usinas Hidrelétricas de Nova Anhanguera, Porto Primavera e de Rosana. Em seus mandatos, construiu mais de 3.000 escolas, 211.000 unidades de Conjuntos Habitacionais (Cohab) entregues na Grande São Paulo, mais de 500 hospitais em todo o Estado, dentre outras obras. Não vem ao caso as denúncias de lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, corrupção e crime contra o sistema financeiro (evasão fiscal). Muito menos os US$ 446 milhões em contas vultuosas no paraíso fiscal das ilhas Jersey e os mais de 150 processos que ele enfrentou. A verdade é que todos os politicos roubam. Uns mais, outros menos. Mas todos são da mesma laia. Portanto, pelo menos vote em um politico que possa melhorar o país. Que traga desenvolvimento, infra-estrutura, qualidade de vida. Uma pessoa de visão. Daí, se alguém, daqui a uns anos perguntar, encha o peito e diga: “Foi Maluf que fez!”. Não tenha vergonha, pois ele mesmo não tem. Na verdade, eu gostaria de ouvir o Maluf dizer: “Votem no Bigato, se ele não for um bom presidente, nunca mais votem em mim!”. Há-há-há! Eu iria colocar grades no Palácio do Planalto, no Congresso Nacional, no Supremo Tribunal Federal. Enfim, em toda Esplanada dos Ministérios. Todos os políticos ficariam presos, prestando serviços a comunidade para pagar pelo que fazem. Pena mínima de 4 anos. Com direito a segundo mandato para quem se comportar mal. Justo, não? E se alguem perguntar, diga: “Foi Bigato que fez!”.

ESCOLA DA VIDA


Nunca gostei de escola. Não porque eu era burro, nem porque não tinha amizades. Não era o mais inteligente, mas estava entre os mais brilhantes. Não era o mais popular, mas era um ótimo amigo. Sabia preservar uma amizade. Sem picuinhas, preconceitos ou “ti-ti-ti”. Meus amigos sempre foram os mais fracos, os negros, os japoneses, os gordos, e por aí vai. Mas apesar dos amigos, eu não gostava da escola. Gostava somente das aulas de educação artística. Não pelos professores, mas pelo o que eu desenvolvia nas aulas. De literatura, sempre gostei, mas as aulas... Aff! Sempre os mesmos versos todos os anos. Redondilha menor, versos alexandrinos, elegia, realismo, neoclassicismo, parnasianismo... Camões, Pessoa, Rosa e Andrade sem nenhum sentimento. É uma pena, totalmente desestimulante! Na tal da matemática eu sempre fui bem, mas odiava decorar a tabuada. Que idiotice! Eu sempre fui revoltado com o sistema de ensino. Não queria aprender aquilo que me jogavam "guela" abaixo. Demorei, mas aprendi que a maior escola que temos é a nossa própria vida. Nossos tropeços, desilusões amorosas, demissões, perdas, fracassos. Os nossos sofrimentos nos fazem pessoas melhores. Será? Só sei que se não tivesse passado por tudo que passei na vida, eu poderia ser uma mente muito mais brilhante, um típico “nerd” se quisesse, mas com certeza não seria tão iluminado quanto sou agora. Pois não se ensina na escola a sermos pessoas de caráter, mais humanas, honestas, gentis, caridosas. E não deveria mesmo. O problema é que não se aprende mais essas coisas dentro de casa. Então, para que serve a escola, se não temos a devida “educação”? Para mim, servirá de enfeite na parede. Pois com meu diploma, serei um engenheiro de respeito. Independente do que a vida tenha me ensinado. O meu status falará por mim mesmo. Eba!

terça-feira, abril 01, 2008

SEQUÊNCIA NATURAL (Antes Assim)


Um belo dia nasci ...
e olha que lá se vão
alguns bons pares de anos,
mas não foram em vão.
Melhor assim.

Anos bem vividos,
tanto na fartura,
como na fase menos positiva,
só procurando altura.
Melhor assim.

A felicidade inerente,
sempre foi de uma independência rebelde,
singular e provocativa,
a qual nunca cede.
Melhor assim.

Prática de diversos esportes
hobby por primeiro,
competir/ganhar,com ética e se viável,
sair inteiro.
Melhor assim.

Atualmente fiz amizade
com Senhor Parkinson,
trazendo imposição de limites.

Descobri a união familiar/social
que paira em torno
de um tema complexo,
sem preocupação de contorno.
Melhor assim.

Saltei de pura emoção
passando para área equilibrada
existente entre racional e emocional,
adrenalina centrada.
Melhor assim.

Passo os olhos e noto
em outros, mil sofrimentos
que me fornecem subsídios,
parâmetro de conhecimentos.
Melhor assim.

É possível entender que a
seqüência é somente natural,
acontece com ser vivente,
na aldeia global.
Melhor assim.

Carrego o pressentimento
presente e sinto a descoberta
da cura se avizinhar.
Visualizo a volta triunfante
ao participar de uma pelada,
e marcar vários tentos.
Antes assim.

Poesia de Gde POF
31 de Março de 2008

domingo, março 02, 2008

MACUINAÍMA


O herói brasileiro sem caráter existe de verdade. E aos montes. No Acre, Roraima, Amazônia, Pará, etc. No passado, antes da chegada dos europeus, os autóctones do Brasil estavam entre 5 e 6 milhões de habitantes, distribuídos em mais de mil povos. Depois de massacrados, submetidos à escravidão e às epidemias, ditas “doenças de branco”, a população diminuíra para pouco mais de 100.000 indivíduos em 1950. Hoje em dia, são 227 povos, e sua população está em torno de 300 mil índios. Estima-se que cerca de 12 tribos desapareceram por mês, só no decorrer do século XX, o que, sem dúvida, se trata de genocídio. Alertado por organizações não governamentais e pela comunidade internacional, o governo brasileiro tratou afinal de oferecer melhores condições às suas populações indígenas. Foram criadas reservas, a FUNAI, orgão que estabelece e executa a política indigenista no Brasil, o estatuto do índio, de 1973, e as leis da Constituição de 1988, que asseguram seus direitos, muitas vezes maiores que os nossos. Tudo certo até aí, apesar do massacre do passado. Mas não é bem o que acontece. A realidade dos dias de hoje é inconcebível. Os índios se venderam para estrangeiros, que adentram nas matas da Amazônia Legal. Em várias reservas indígenas, só entram pessoas autorizadas. Americanos, ingleses, franceses. Em muitas reservas, nem a FUNAI tem autorização para entrar. Várias aldeias falam, alem de sua própria língua, inglês e francês, mas não falam português. A comunicação com os orgãos brasileiros é nula. Mas seus direitos estão assegurados, óbvio. Os índios vendem a floresta de suas reservas para os madeireiros, que degradam o meio ambiente. 20% da floresta amazônica já desapareceu. O narcotráfico tem rotas no meio da selva. Não existe fiscalização entre as fronteiras. A Colômbia mantém rotas com a Venezuela e as Guianas passando pelo Brasil. Os índios contribuem com o transporte da droga e do armamento pesado. Muitos estrangeiros procuram na Amazônia ouro, diamante e outras pedras preciosas, além minérios e petróleo. Os índios os ajudam a procurar e deixam os mesmos entrarem em suas reservas para explorarem. Os índios vendem a fauna e flora por preço de banana para os gringos. Na flora, descobertas para uso farmacêutico, cosmético, químico e alimentar são catalogadas pelos estrangeiros e os produtos derivados da flora brasileira são patenteados. No exterior, of course! O contrabando de animais é o maior vilão da nossa fauna. Varias espécies são ameaçadas de extinção por causa do contrabando. E o IBAMA nada faz, ou faz muito pouco. A pecuária e o plantio de soja tomam conta das áreas que antes eram floresta nativa. Madeireiras derrubam as árvores, queimam o que resta e logo após os grileiros tomam posse das terras no Mato Grosso, Pará e Rondônia. Realmente, como dizia Mário de Andrade, “o brasileiro não tem caráter porque não possui nem civilização própria nem consciência tradicional”. O povo brasileiro ainda não percebeu que os índios são capitalistas como nós. E vivem no mesmo mundo globalizado. Onde o dinheiro é mais importante que a cultura, os costumes, a família e a nossa terra. A Amazônia está à venda. Levará quem pagar mais. Por enquanto, quem está levando é o mundo globalizado. E assistimos a tudo de boca fechada.