sexta-feira, agosto 22, 2008

JOGOS OLÍMPICOS



Época de Jogos Olímpicos. O coração se enche de orgulho e patriotismo pelo nosso lugar de origem. Nossa nação. Espírito que nos remete à Grécia Antiga, precisamente ao santuário de Olímpia, no ano de 776 a.C., nos primórdios da Olimpíada, importante celebração e tributo em honra aos deuses. Era também um período dedicado para reverenciar os falecidos. Diz a lenda que Prometeu teria roubado o fogo de Zeus para entregá-lo aos mortos. Daí surge a chama olímpica. Naquele tempo, existia somente a corrida pedestre; a corrida eqüestre; a luta; o pugilato, que era uma luta somente com os punhos, com os dedos envolvidos com tiras de couro; o pancrácio, que era um misto de luta e pugilato e o pentatlo, composto pelo lançamento de disco, lançamento de dardo, salto em comprimento, corrida de estádio, semelhante aos 200m atuais e a luta. Numa época de “trégua sagrada”, que proibia a guerra no período dos jogos. Eram jogos de paz. Os jogos da era moderna se iniciaram em 1896. Diferentes dos jogos antigos, os jogos modernos só não ocorreram no período das grandes guerras. E lamentavelmente foi palco de vários conflitos, como o Massacre de Munique de 1972 e atentados à bomba em Atlanta 1996. Os juramentos são os mesmos, mas os ideais, tradições, costumes e valores são outros. E o que vemos são atletas e torcedores sem amor à pátria. Pelo menos no Brasil. O país não investe no esporte, e muitas vezes tropeça com seus maiores potenciais. Perde no futebol. Não se classifica no basquete. Atletas se negam a representar seu país por pura mesquinharia. Falta estruturação em várias modalidades. Falta incentivo. Falta raça! Quem dera se todos os atletas tivessem a força de vontade e dedicação de Maurren Maggi no salto em distância; de César Cielo, na natação; de Ketleyn Quadros, Leandro Guilheiro e Tiago Camilo, no judô; e tantos outros atletas. Eles não tem grandes patrocinadores. Não ganham milhões de dólares por mês. Não fazem comercial para a televisão como o Giba do vôlei, o Ronaldinho Gaúcho do ganancioso e asqueroso futebol, ou o Guga, nosso maior ídolo do tênis. Daqui alguns anos, eles serão esquecidos. O choro ao subir no pódio, enrolado na bandeira nacional, será somente mais um. Mesmo representando nosso país, não nos dá mais emoção, pois não torcemos para "desconhecidos", anônimos. Mas a dedicação permanece a mesma, visando à próxima olimpíada. Alguns trabalham em outra área para se sustentar. São garçons, babás, garis, cortadores de cana. Não vivem “do” esporte. Mas transpiram, amam e vivem “o” esporte! Estes são os verdadeiros heróis nacionais e mundiais. Este é o verdadeiro espírito olímpico. Espero que aprendam a lição, para que o Brasil possa ser uma grande potência. Não só do esporte, mas sim, uma potência intelectual, econômica, cultural... Potencial existe de sobra! Quantos talentos são desperdiçados! Falta somente investir corretamente. E aguardar um futuro próspero!



Um comentário:

Renato Vargas Simoes disse...

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